sábado, 13 de março de 2010

a moda do pipi-careca

Na ronda diária pelos blogues que constituem esta fantástica blogosfera, encontrei dois textos, por acaso interligados entre si, precisamente sobre o assunto acima citado.

Deixo-vos aqui, que pode ser que se riam tanto como eu.
Por ela:
"De tempos a tempos, entediadas com as suas normais rotinas de sofrimento, as mulheres decidem que podem ir mais longe e resolvem inventar qualquer coisa para tornar as suas vidinhas ainda mais difíceis do que já normalmente são, juntando-lhes uma pitada de sofrimento extra e mais uma causa de dúvidas e inseguranças relativamente aos seus corpos. Assim, como se não bastassem as dietas constantes, o ginásio, os cremes adelgaçantes e anti-celulite, o botox, o colagénio, a silicone, os peelings e anti-rugas, as roupas desconfortáveis e os sapatos de salto que nos dão cabo das costas e dos pés, as manicures e pedicures e o cabeleireiro, culminando na dolorosa obrigação de termos de depilar sobrancelhas, buço, axilas, pernas e virilhas, certo dia alguma alminha terá acordado e tido a brilhante ideia: só falta um bocadinho assim. E pronto, bastou uma para que, feita rastilho, a moda se espalhasse e começasse tudo a aderir ao novo danoninho: o pipi careca. E para quê? Para agradar aos homens. Acontece que os homens, desde que a gente é gente, nunca se fizeram de esquisitos, até porque não tinham alternativa - pelo menos em versão adulta. Durante milénios o pipi peludo serviu perfeitamente, aliás como se pode deduzir a partir de qualquer estatística sobre a variação da população mundial. Isto, claro, até ao dia em que a primeira lhe apareceu à frente com a novidade. E a partir daí ficou tudo estragado. Porque passaram a dar-se ao luxo de ter preferências de assim ou assado, uns gostam outros não - ainda por cima não há unanimidade! -, e como se não bastasse as pernas, as mamas, a barriga ou o rabo, lá vão as mongas encher-se de preocupações e inseguranças "ai será que ele gosta?" sobre umas das únicas coisas que tinham como sucesso garantido. (...)"

E por ele:

"Mulheres de Portugal, acordem. Não se deixem levar por essas modas. Não sejam mais escravas do que já são. Pois não bastam as merdas todas a que se sujeitam para estar mais bonitas, frescas e agradáveis, os cremes adelgaçantes, os cremes anti-celulite, os cremes anti-rugas, as corridas às manicuras, pedicuras, as sessões no cabeleireiro, as depilações do buço, das axilas, das pernas e das virilhas, mais não sei quantas coisas que vocês guardam nesse buraco negro sem fundo a que chamam bolsinha, não bastavam essas tarefas todas que vos devem dar um trabalhão, ainda resolvem destruir o único triângulo equilátero que um gajo de letras consegue recordar, essa formidável pirâmide invertida capaz de obrigar um faraó a fazer o pino, essa selva tropical capaz de transformar o tipo mais intelectualóide num verdadeiro Tarzan da pintelheira? Juízo, miúdas!"

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Depois de um início de semestre a acordar de um sono já mal habituado aos dias madrugadores que exige a faculdade, estou exausta. E sim, é só o início.

O pior é pensar se tudo isto vale a pena. Porque o (bom) jornalismo está a faltar (em massa), mas ninguém (dos que mandam) se parece preocupar com tal fenómeno. Aliás, o (bom) jornalismo já nem é desejado. É incómodo. Não agrada (aos que mandam [em coisas ainda maiores]) e por isso é abafado. Deixa-se andar.
E isso revolve-me as entranhas.
Verdade. O jornalismo é um pau-de-sebo.

Quem para aqui veio fazer alguma coisa de realmente significativa, bem que pode tirar o cavalinho da chuva. E olhem que é difícil, com o temporal que aí anda. Oh, profissão ingrata!

Para falar de coisas importantes e não daquelas que me deprimem e dariam azo a uma grande discussão interior e consequentemente um longo relatório neste mísero blogue, faço referência a este sítio, especificamente a este post.
http://facitindignatioversum.blogspot.com/2010/02/earth-hour.html

Ela lembrou-se primeiro que eu e fê-lo muito bem. É importante que se saiba e se faça alguma coisa (enquanto podemos e por mais pequenina que seja), para variar.

Além disso, deixa as minhas sinceras palavras de apoio e lamento à Madeira.

Inté.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Memórias de um outro Sítio.

I know I was born
And I know that I'll die
The in between is mine


O caminho todos nós sabemos onde acaba, todos nós sabemos onde começa. Mas cada curva, cada esquina, cada socalco, cada ruela... somos nós que decidimos se seguimos em frente sem olhar, se ultrapassamos sem hesitar, se vamos para um lado, se para o outro...

De uma coisa temos a certeza: nunca poderemos voltar atrás.

E portanto aconselho-vos (eu, que moral e experiência não tenho nenhumas para aconselhar ninguém) que escolham as esquinas que mais vos façam sorrir, as curvas que menos vos desviem dos vossos objectivos, os atalhos que vos façam aproveitar cada minuto, os socalcos que vos façam aprender, as ruelas onde esperem por vocês de braços abertos.
Evitem cada lomba, cada depressão, cada rotunda que vos desvie... Evitem acima de tudo perder-se em vocês próprios.
Abram-se, dêem-se a conhecer, mostrem de que fibra são feitos.
Cultivem amizades para criar um caminho mais bonito.
Deixem crescer os carinhos, os sorrisos e os abraços.

É um caminho demasiado curto para que nós o desperdicemos.
Além de que é vosso, e o que é nosso deve ser sempre tratado de maneira especial...

... porque se não tratamos nós, quem tratará?

13 de Outubro de 2009

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Todos os dias são Natal. Todos os dias são dos Namorados. Todos os dias são Carnaval. Ainda assim, é bonito haver um dia especial que nos faz lembrar de tudo isso.
O Dia dos Namorados não é consumismo, é aquilo que tu fazes dele. Para mim, foi um dia que, apesar de todo o amor que nos une e que nos faz viver dias dos namorados várias vezes ao ano (ao longo de já quase quatro anos), nos esquecemos da rotina e das obrigações banais e tiramos um diazinho inteiro só para nós - do início ao fim.
Não foi nada de excêntrico, mal gastámos dinheiro, não fomos a restaurantes chiques. Mas trocámos beijinhos, miminhos e dedicámos a nossa inteira atenção um ao outro em passeios por sítios bonitos. Foi muito bom, é verdade.


E sim, acabámos os dois enroladinhos em cobertores a ver o Filipe ganhar os ídolos. Também ajudou.

Ps: Meu suricata mais-que-tudo, tu sabes o quanto eu te amo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Hoje não me apetecem grandes divagações ou profundas reflexões. Apetece-me só ponderar numa coisa que hoje me fez pensar.

As pessoas não são aquilo que parecem.

Sim, é verdade. Já toda a gente sabe. Mas a questão hoje centra-se no facto de eu não dizer isto no sentido negativo, tão comunmente utilizado, mas no sentido positivo.

Por vezes, cruzamo-nos com uma determinada pessoa todos os 365 dias por ano, três vezes ao dia. Ela baixa a cabeça, faz cara de desinteresse.

Não nos interessa, na verdade, mas fazemos sempre juízos de valor. Acreditamos que, ainda sem a conhecer, é uma pessoa distante e mal-educada, porque em tantas manhãs que se cruzou connosco, nunca sequer acenou.

Por vezes um amigo de um amigo afasta-se sempre que nos apartamos ou vira a cara fingindo não dar por nós.

Julgamos que é só anti-social ou provavelmente, julga-se superior em alguma questão.
Um dia percebemos, ao partilharmos um banco de autocarro, que a pessoa era apenas tímida e mostrava-se desinteressada para não ser obrigada a dizer-lhe olá. Na verdade, a sua opinião era de que eu olhava para si com uma cara crítica e desconfiada. Deixava-a transtornada, perdida nas minhas observações e julgamentos involuntários.

Um dia percebemos, ao chocar com o tal amigo do amigo, soltou-se um sorriso tímido de bochechas vermelhas. Um pouquinho de conversa repuxada fez descobrir que ele julgava apenas sentir-se a mais quando nós, dois amigos de longa data, nos encontrávamos. E por isso, afastava-se. Virava a cara para que não pensasse que escutava a conversa, ou para não nos sentirmos obrigados a chamá-lo. Depois, observava de longe, ponderando aproximar-se ou, que sabe, aproximar-se da próxima vez. Mas, julgando-o anti-social e decidida a não dar atenção, não olhei mais. Não dei hipótese.

Com a Joana foi quase assim, com a Júlia também. E agora, uma é minha irmã e a outra, uma amiga muito querida.
Não as trocava por nada e aprendi muito com elas.
Obrigado.

É preciso saber valorizar cada olhar, que como dizem, vale mais que mil palavras.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010


Give always thanks to the blogger who gave it to you

Thank you sooo much Maya, truly. For the nice words, for the price, and for always bring us good sounds.


Now I have to answer a few questions.


Name an author you love:
They are so many! Filipe Faria, Isabel Allende, Sandra Carvalho, Tolkien, García Marquez, Tolstói...

Book(s) you love:
Allaryia Chronicles, A Saga das Pedras Mágicas, 100 anos de Solidão, A morte de Ivan Ilitch...


Now, pass it on to 7 blogs:

/coconafralda - for the incredible and funny stories.
/tunaoliderasbemcomosono - for the great taste - we are connected godfather :)
/divagacoesajanela - because she is such a great friend :)
/facioindignatioversum - for the originality.
/cafe-e-canela - for the inspiring words.
/aworldinalook - for the amazing poetry.
/groundedtolive - for the beautiful love letters.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Esta semana foi ... wow.

Legendary Tiger Man em Aveiro foi fantástico. Um concerto espectacular com a habitual boa-disposição do Paulo Furtado e a sua, sempre presente, irreverência. O espaço pareceu pequeno para a efusividade de quem assistiu.

Como se não bastasse, Legendary Tiger Man quis sentir-se envolvido e, surpreendentemente, chamou os seus fãs mais corajosos para partilharem o palco consigo.
(Eu atrevi-me.)
Ainda que mais intimista, foi um concerto simplesmente fantástico.


Arctic Monkeys no Coliseu foi inesquecível. Para além da grande banda que são, deram um óptimo concerto. Foi boa a setlist, a comunicação com o público e a presença em palco.
Nem sei que diga, surpreendeu-me bastante, em tudo. Não são definitivamente os meninos de há agum tempo atrás. Para além de que o staff é extraordinariamente simpático e inclusive ofereceram-me uma garrafinha de água. Fantástico.



Avatar em 3D foi uma óptima experiência. Surpreendeu pela mistura de acção com extremo romance e uma grande parte emocional, num cenário que em nada previa o desfecho.
Fascinou-me a imaginação do criador, a realidade de cada pormenor, os GRANDES efeitos especiais.
Justifica 30 anos de experiências e o grande sucesso que teve.



E pronto.

Vou ficar à espera de mais uma semana assim, que não me parece que venha tão cedo.